No ar, Oito e Meia na Famecos.
June 3, 2009
É, o nome era ridículo, mas foi o que deu pra pensar.
Das nossas experiências jornalísticas nesse primeiro semestre da faculdade, até agora, com certeza passar 20 minutos em um estúdio de rádio foi o melhor. Nenhuma resenha, matéria, entrevista ou redação de jornal foi tão empolgante.
A maior parte do grupo nunca tinha se falado direito até um dia antes do programa. Nos encontramos lá na biblioteca (menos de 24h até entrarmos no ar!) com nossas pautas individuais semi-prontas e muita coisa a decidir.
O que vimos naquela reunião, bem ao contrário do que acontecia nos trabalhos em grupo do colégio, foram seis pessoas MUITO organizadas, com dedicação total, e, ao mesmo tempo, rindo e se dando muito bem!
Aliás, não sei se essa parte do ‘making of’ devia ser revelada aos professores, mas vamos lá: a verdade é que a reunião poderia ter acabado em meia hora se tivéssemos cortado a palhaçada! Mas, no fim, foi bom pra nos ajudar a descontrair na hora do programa. E, apesar do excesso de risos em um trabalho sério de faculdade, tudo que tinha que ser planejado de antemão foi bem sucedido. Nada melhor do que unir diversão com produtividade, certo?
Na manhã seguinte, fomos o primeiro grupo a enfrentar o que poderia ser nossa humilhação pública coletiva e, consequentemente, o fim da nossa carreira que nem começou. Era mais ou menos esse o nível de seriedade e importância que estávamos dando àquele exercício.
Quando o relógio marcou 8h30 na Famecos, meus medos de engasgar, perder a voz, espirrar, ter um bloqueio mental ou tudo isso de uma vez só deram lugar a um único pensamento: “agora foi”. E era só com isso que eu tinha que me preocupar, mesmo. Deixar a conversa fluir e ir na onda, como previsto no dia anterior. Do meu canto da mesa, pareceu correr tudo perfeitamente bem. Ok, quem nos ouvia na outra sala reparou nas folhas que voavam, nos microfones que apanhavam e nas conversas pararelas. Mas pra quem só encontrava o microfone na hora de cantar no karaoke e nunca tinha falado pra mais de cinco pessoas ao mesmo tempo? Ainda assim foi tudo perfeitamente bem. Os 20 minutos, que passaram como se fossem dois, nem foram suficientes pra quantidade de matérias que tínhamos preparado para evitar momentos de vácuo ao vivo.
Agora, que venham as câmeras!
Julia Ramos